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Para analisar a viabilidade econômica dos cenários, foi feito um fluxo de caixa diferencial entre cada cenário e a configuração atual do terminal, onde toda energia é comprada da concessionária.

Para isso foi estabelecida uma janela de tempo de 15 anos conforme é prática em estudos deste tipo na empresa.
Em cada ano foram computadas as receitas e despesas e calculado o resultado já com a incidência de tributos. O resultado de cada ano foi transportado para o presente. Para isso, foi considerada uma taxa de atratividade de 8,9% ao ano definida no site estratégia e desempenho e citada por Rocha. O valor presente líquido (VPL) do projeto é a soma do valor presente do resultado de cada ano incluindo o primeiro ano onde foi considerado somente o investimento. A fase de operação foi considerada somente do segundo ano em diante. Para o cálculo do VPL foram utilizadas as fórmulas citadas por Lora.

Os valores foram calculados em dólar prevendo uma cotação de R$ 1,73 para o próximo ano conforme orientação do site estratégia e desempenho.

Para o fluxo de caixa, foram considerados os seguintes itens: Investimento: soma dos valores de aquisição de equipamentos, materiais, mão-de-obra e demais itens necessários para disponibilização da unidade em cada cenário. Para os cenários 1 e 3, foram considerados valores de US$200/kW e US$125/kW, respectivamente, obtidos junto a uma empresa fornecedora de grupos geradores. Para o cenário 2 foi considerado o investimento total de R$ 28,61 milhões estimados no estudo realizado pela consultoria. Os investimentos foram considerados todos no primeiro ano do projeto.

Economia com compra de energia: diferença entra a compra atual de energia e a compra de energia considerando a geração em cada cenário, ou seja, o valor que será economizado com a energia que deixará de ser comprada da concessionária em cada cenário, foram considerando os valores de consumo R$ 103,2/MWh fora da ponta e R$198,14/MWh no horário de ponta para o período seco e R$ 140,73/MWh fora da ponta e R$210,26/MWh no horário de ponta para o período úmido. Para demanda, foram considerados os valores de R$30,12/kW na ponta e R$8,02/kW fora da ponta. Estes valores são referentes à resolução nº 1118 da Aneel que estabelece as tarifas da concessionária Ampla. Também foi considerado para as instalações uma disponibilidade de 95%, 92% e 95% nos
cenários 1, 2 e 3 respectivamente.

Com isso a compra de energia de cada cenário considerou o período de Reserva de capacidade: valor que será contratado da concessionária para suprir o terminal em uma parada por manutenção de parte da instalação ou qualquer outro motivo, considerando a mesma disponibilidade e o mesmo custo de demanda estabelecidos para o cálculo da economia de energia. Este valor será pago mesmo que não ocorra a parada e conseqüentemente não ocorra o fornecimento desta energia.

Consumo de gás: valor gasto com o gás que será consumido em cada cenário. Este gás possui um valor de oportunidade de mercado considerado de US$ 7,5/MMBTU conforme projeções de médio prazo da EPE para o LEN A-3/2011. Para dimensionar o consumo de gás, foram considerados os valores dos catálogos dos equipamentos de referência para o cenário 1 e para o cenário 3. Para o cenário 2 não foi considerado este valor uma vez que não há consumo adicional de gás.

Este valor é muito difícil de ser mensurado, pois mesmo uma falta de energia de poucos minutos pode causar paralisações de produção de horas no terminal. Utilizou-se então dados do relatório das paradas de 2012 por falta de energia, verificando-se um total de aproximadamente 14,5 horas de parada de produção no ano e um prejuízo de aproximadamente US$ 1,7 milhões, valor este considerado como constante ao longo dos anos da análise.
Tributos: valor relativo a incidência de impostos sobre o resultado anual. Foram considerados o IR (imposto de renda) e a CSLL (contribuição social sobre o lucro líquido) com alíquotas de 14% e 8% respectivamente.

Como a maior capacidade de geração não excede muito a demanda média do terminal, não foi considerada a possibilidade de venda de energia pois não haveria excedente em alguns momentos e haveria excedente baixo em outros.

A Tabela apresenta um resumo do fluxo de caixa elaborado para o cenário 1, juntamente com um resumo do fluxo para o cenário 2 e a Tabela 3 apresenta o do cenário 3. Verificando os resultados, observa-se que todos os cenários apresentam um VPL positivo, ou seja, apresentam viabilidade.

Foi avaliada ainda a sensibilidade da variação do VPL de cada cenário para a variação do custo de investimento, do custo de energia e do custo do gás mesmo pelo fator da indisponibilidade da geração.

Para cada parâmetro foi considerada uma faixa de variação de 80% a 120% do valor estabelecido e foram verificados os valores em intervalos de 10%. e mantendo os valores dos demais parâmetros constantes. A Tabela 4 mostra a variação do VPL de cada cenário em função da variação do custo do investimento, a Tabela 5 mostra a variação em função do custo de energia e a Tabela 6 mostra a variação em função do custo do gás natural.